Maio 2015 | Bang Bang Escrevi

Crítica | Mad Max: Estrada da Furia, o bagulho é louco

21 de mai de 2015
Fellas, pensa em um filme insano? você achou.

Mad Max: Estrada da fúria, traz toda a nostalgia dos filmes anteriores, só que com muito mais barulho, explosões e insanidades. Houve a troca do personagem principal, Max Rockatansky, que nos três primeiros filmes é interpretado pelo Mel Gibson e que nesse, foi assumido pelo, Tom "cof! Bronson cof! Bane" Hardy. Logo, aquelas diversas aparições de crianças lembrando o Max, de seu passado são das suas filhas, que são mortas por uma gangue de motoqueiros no primeiro longa. E também, é o motivo pelo qual ele é chamado de Mad Max, Mad, do inglês, maluco.

Neste filme, já pegamos um personagem, pronto, porque o Max construiu sua reputação "Mad" nos outros filmes, assim como o John McClane do Bruce Willis da sequência Duro de Matar, Mad Max, é extremamente duro na queda, um original badass. Tão duro na queda que sobrevive a explosões de carros em altíssima velocidade, como se pulasse do último degrau da escada. Mas isso não é tão importante.

O barato do filme, é a insanidade. Temos máquina tunadas de uma forma monstruosa e vilões deformados, saídos dos livros da Mary Shelley, com feições horrendas, membros deformados e extremamente nojentos. Seguindo esses passos, caminha o elenco, não feio, mas sujo, o filme inteiro passa uma visão de que o mundo está seco e que só existe areia por todos os lados, o único cenário é o deserto. Isso remete ao universo do filme, uma trama pós apocalíptica, onde a água e a gasolina tornaram-se itens de extremo valor, capazes de controlar civilizações. 

Eu sou fã de filmes de ação desde pequenininho, não qualquer ação, aquela ação que é do começo ao fim, filmes de luta como The Raid (2011), Cão de briga (2005), Old Boy (2003), entre outros, onde o personagem, transita de lugar em lugar apenas para bater nos inimigos, em uma viagem de redenção ou vingança é o meu tipo favorito. Mad Max: Estrada da Fúria é assim, eletrizante.

O filme junta elementos bizarros, como um comboio sendo levado por música Heavy Metal ao vivo com percussão pesada e acrobacias. A trilha sonora é um Show a parte, extremamente alta, às vezes, insuportável - ou o som do cinema que estava alto demais -, mas capaz de controlar as emoções dos telespectadores, transbordando a intensidade e a sutileza das cenas. Somando, ainda, nesse emaranhado de coisas boas, está a química dos nosso principais, Tom Hardy e Charlize Theron, que mostram dois personagens que se completam. Mas de certo modo, Max não é a única estrela do filme, a trama secundária que envolve a Furiosa (Theron) e Nux (Nicholas Hoult). A da Furiosa, nem é assim tão especial, é mais utópica. Já a do Hoult é sublime, o personagem cresce exponencialmente durante o filme e recebe com louvor a sua coroa. Testemunhem!

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Crítica | 3ª Temporada de Arrow

18 de mai de 2015
É irmãos... Acabou, tão assim T.T ... Emocionante.

Diferente das temporadas anteriores, esse deu uma guinada no seriado, estávamos cansados do lenga-lenga que tomou conta da série, dos dramas do Oliver. Essa temporada aprofundou o personagem do arqueiro, transformou em uma máquina de traições, derrubou-o, massacrou-o e ascendeu-o. My Name is Oliver Queen, é o ápice da história e o season finale, perfeito para uma série que expandiu os horizontes.

Confesso que tive receios, quando a série começou a inventar de criar diversos super-heróis, porque ia acabar perdendo o objetivo, porém, essa foi a sua salvação, porque os demais personagens resgatavam na série aquilo que o Oliver nunca foi capaz de transmitir, como comédia por exemplo, Ray Palmer é excelente nisso. Esse tipo de abordagem, desafogou o cansaço da trama do Oliver, da construção do personagem, porque parando para a analisar, o pedaço que ocorre na China, onde introduzem Maseo e Tatsu Yamashiro, ainda faz parte do segundo ano de cinco, do Oliver "supostamente morto".
Esse "sossego" na trama serviu de alavanca para os crossovers com o Flash, que injetaram mais humor na série, quando em Arrow, e mais drama, quando em Flash. E foi engraçado a participação do Flash, que foi, literalmente um flash, diferente da do Arrow, no penúltimo episódio de Flash, que foi top, pra não revelar spoilers. Essa jogada de Marketing, deu fantasticamente certa, pra quem gosta das duas séries e as acompanha, fica extasiado em momentos assim.

Mas voltando a falar da série, o season finale, trouxe consigo, toda a carga de um encerramento e de uma expansão para diversos personagens, temos o Roy sumido - eu voto, pelo retorno como Asa Noturna -, a Thea, encarando um uniforme, o Diggle com destino incerto - dizem as más línguas, que ele pode ser o Lanterna Verde -, e outros tantos personagem, que vou poupar os detalhes. Essa gama de identidades, possibilitou para a DC e a Warner um Crossover infinito, a série Legends of Tomorrow, que vai juntar personagens dos dois seriados.

E claro, não posso deixar de lado a estrela dessa temporada Ra's Al Ghul e Malcolm Merlyn, sensacional, trouxe o melhor e o pior do Oliver para tela, com isso, deu pra entender porque o Ra's queria destruir Gotham no filme do Batman, ou quase isso. E aquela frase do Malcon de "Isso é completamente frio e cruel... Eu Aprovo!" Foi certa, no momento certo. Além é claro de introduzir outro vilão Damien Dahrk, que - depois de uma pesquisa -, surge com a H.I.V.E. ou Colméia, grupo do qual o Deadshot faz menção na primeira temporada e tal. Apostem nele como vilão principal na quarta.

Essa finale de Arrow, foi daquelas pra você ver emocionando-se, no estilo, "olha isso, meu!", "que incrível", "mata, maaaata, maaaaaaaaaata!", "fodeu". É amigos, foi tensa, cheia de bordões e clichês de super heróis e também com a incrível dúvida do que virá a seguir. O que vai ser do Oliver e do Arqueiro? Porque, ao que tudo indica, a 4ª temporada vai vir com uma cara de My name is Oliver Queen, and who I am?

Dando um pouco de spoilers... [pare de ler se não viu o último episódio ainda]

O que foi aquela explosão com o Ray Palmer, e o que ele disse mesmo, 1º teste na redução do traje!?

Speedy? Telefônica! Tchan! Thea: Zero criatividade.

Canário "Laurel" Negra, mais ou menos, a Sarah era mais top.

Felicity no traje? Será que ela vai ganhar um só dela? ou o Diggle?

O que foi aquela coisa de "te quero nua agora no jatinho, igual aquela noite em Nanda Parbat", e a cara de tarada "mordendo o beicinho" da Felicity pro Oliver na frente do Ray? Geeeeente, que coisa de novela mexicana!

OLICITY???????? Why? Mas o romance ficou legal, tipo Friends.
Leia mais críticas emocionantes como essa aqui no blog.

Crítica | 2ª Temporada de Marvel Agents of S.H.I.E.L.D.

E as séries continuam a definhar neste triste mês de março, e eu ando escrevendo demais por aqui... Pelo menos dessa vez eu não tenho muito o que falar, porque me desanimei com, Agents of S.H.I.E.L.D.

A série já teve a sua 3ª temporada confirmada, porém, acredito eu, que o único motivo disso é que a série tem ligação direta com o Universo Cinematográfico da Marvel. Na crítica de Vingadores: A Era de Ultron, puxamos uns palitos para Agents of S.H.I.E.L.D. e agora nesta, vamos puxar alguns palitos do filme. Até o tal episódio que dá o start no filme, a série chama as pessoas que possuem poder de "aperfeiçoados", acredito que tenha ocorrido isso, para não chamar muita atenção, no entanto, no episódio que se seguiu, passaram a chamar os "aperfeiçoados" de "Inumanos", mesmo nome, do filme da fase 3 da Marvel, lá em 2018.

Espero que não seja um pretexto para que a série permaneça até 2018 - Crítica negativa, essa. Vish -, o problema real nem é esse, a série anda muito fraca, nem os Ratings são bons, pensando pelo lado de que é uma produção da Marvel. Os Ratings ficaram entre 1.3 e 2.0 nos Demos, durante toda a temporada acarretando em públicos de 3.88 e 5.65 milhões de expectadores. Séries com desempenho melhor de público, da mesma emissora, foram canceladas.

A trama está jogada, e muitas vezes é perceptível o esforço em forçar ligações com os universos paralelos da Marvel, a dinâmica é interessante, os personagens também, mas explorar a série como uma enciclopédia do que acontece nos cinemas é enfadonho. Porque você perde o que a série tem de realmente bom, as suas estrelas, todos os agentes da trupe do Coulson tem potencial cômico e dramático, mas ficam de lado, com breves momentos ilustres durante a temporada, servindo de pano de fundo de tramas intergaláticas, que só serão debatidas nos filmes.

Essa abordagem, torna a série uma coisa sem nexo, que só veio tomar algum rumo, depois do filme dos vingadores, quando ganhou uma trama que era sua, a história da Skye, a trama ficou lá na coxia, até poder ser a sua hora de brilhar, e mostrar personagens marcantes como seus pais e o papel do Lincoln.

Agents of S.H.I.E.L.D. tem que mudar essa abordagem rasa dos seus personagens e apostar em algo seu, ser uma trama única, que por tabela, acabe explicando coisas dos outros universos, e não o contrário. Achei a temporada fraquíssima, salva pelos ápices de comédia e pelas cenas de luta da May e da Bobbi.

É isso aí, espero que melhore na terceira temporada e assuma seus riscos.

PS. Aqui a minha indignação por terem renovado Agent Carter também, pqp, o que vão fazer com aquela besteirol?]

Leia mais críticas construtivas aqui do blog.

Próximas: Essa semana ainda, Arrow, The Blacklist e Elementary (Talvez). Semana que vem, Flash, Chicago PD e Supernatural.

Até.

Especial | Por que séries são canceladas?

17 de mai de 2015
Amigos, hoje vamos trazer luz sobre este obscuro assunto que entristece e enraivece os fãs de série ao redor do mundo. Por que séries são canceladas? Que motivos levam os produtores a cortarem aquela sua série favorita da TV? Quais são os reais motivos? Mas antes disso, precisamos entender alguns conceitos sobre o universo que cerca os seriados e a TV lá fora.

Atualmente, existem 3 tipos de transmissão: a aberta, que é exatamente igual a nossa, dividida entre VHF e UHF; a transmissão à cabo/satélite, que dizem se diferenciar entre si, mas nãoa credito muito nisso; e o mais novo modal o Streaming, através da Internet. Em cada uma das esferas temos emissoras poderosíssimas comandando o que seu filho/você vai assistir. No cenário atual, as principais emissoras de sinal aberto são CBS, NBC, ABC, canais abertos da FOX e a Warner Television, entre as de TV à cabo/satélite, destacam-se a TNT, Disney Channel, TBS, HBO entre outras, e nos serviços de Streaming, temos a já badalada Netflix, A Hulu e a recente Amazon Instant Video. Estas empresas trajam os principais gladiadores na batalha pela conquista do público no Coliseu da mídia.

Já entendido isso, seguimos para o próximo passo, faixas de horários. As  faixas de horários também são divididas iguais as nossas, tem horário nobre e tudo, que são reservados para séries já consolidadas e para estreias com potencial garantido,generalizando, as faixas principais iniciam por volta das 19:00 horas e vão até às 22:00. Dentro dos horários, veicula outro vetor da TV, não só na norte-americana, como na mundial, os Ratings, Demographics Ratings, Shares e Ranks, ou como conhecemos, o famoso IBOPE. Não vou explicar detalhadamente o que cada um significa, e vou resumir assim: quanto maior o número neles, melhor. De longe, os Ratings, ou medidores de audiência, são o principal motivo das séries serem canceladas. Esses medidores variam conforme a faixa de horário em que o seriado é exibido.
Espero que estejam entendendo...
Pronto, agora que já sabemos os tipos de transmissão, o que são faixas de horário e temos uma noção dos medidores de audiência, podemos, então, começar a conversar sobre o motivo das séries serem canceladas, talvez tenhamos alguns exemplos, também.

A série agradou, mas é de estúdio.

Muito comum nos dias atuais, estúdios produzem série, geralmente quando você vê aquele série bacana, com atores conhecidos, geralmente de filmes, superproduções e etc. quase sempre um estúdio está por detrás da produção, este ano tivemos o cancelamento por exemplo, de Forever, a série agradou o público, estreando forte com 1.5 de Demo e 8.25 milhões de espectadores no piloto, e encerrando a campanha com 1.1 e 4.12 milhões de espectadores (a relação sempre vai ser Demo/Milhões de Espectadores), a média da série, somando todos os episódios deu 1.12/4.93, todos acreditavam que era o suficiente para que a série permanecesse no ar, porém a Warner, produtora, bateu o martelo no cancelamento, quem ganhou com isso? A Emissora, que neste caso é a ABC, afinal, deve existir algum acordo que compense a emissora, quando o estúdio cancela a produção.
Contraponto: Na ABC as principais séries este ano foram Modern Family (veterana) que marca 3.23/9.50 e How To Get Away With Murder (Estreante) com 2.96/9.76. Olhando assim, Forever não estava tão bem.

Decadência Continua

Neste caso, às vezes existe um conformismo por parte do expectador, mas existem os mais fiéis e assíduos das séries, que acabam tristes por seu fim. Já esperado este ano, The Following, trama perfeito com Kevin Bacon, teve seu cancelamento. A série veio decaindo nos ratings desde a sua primeira temporada, marcando 2.6/7,96 - 1.76/5.19 - 1.14/3.51, queda de mais de 50% desde a primeira temporada.
Contraponto: Ao contrário do que todos pensam, Supernatural da The CW, está entre as três melhores séries da emissora, ficando atrás de The Flash e Arrow, seus índices podem até ser considerados baixos, porém falamos de uma veterana que caminha para sua 11ª temporada. A sua 10ª temporada marcou índices de 0.82/2.05, bem abaixo dos de The Following. Supernatual é o que chamamos de Série de Público Fiel, seus ratings mantêm essa variação entre 0.82 e 1.2 durante toda a temporada, o que, ao que vemos, a emissora considera um bom público.

A Última de Honra

Aqui começa a nobreza, muitas séries que recebem uma renovação para a última temporada, já anunciada, é por um, para os fãs; dois, uma última sugada de dinheiro, às vezes as duas. Temos muitos casos de séries que a última de honra agradou, como séries que a última não serviu pra nada. Nikita por exemplo, devia ter tido uma última de honra melhor, a diferença dessa categoria para a próxima é que a série é renovada com uma quantidade menor de episódios. Bem abaixo do que a temporada costuma ter.


Encerramento

O mais nobre motivo de todos. Aqui a série já é linda, já deu o que tinha que dar, e foi renovada para um encerramento digno, as melhores séries da história passam por essa categoria, a lista se estende longamente pela fama dos seriados, temos The Sopranos, Friends, House, Arquivo X etc. Eu vou me ater em Breaking Bad, que é uma das melhores séries que á assisti e que veio com tudo, uma obra prima, consolidada em Demos e Ratings e eterna na memória dos fãs. Nessa categoria, a série é tão boa que lucra por anos, mesmo depois da série encerrada, vendendo os direitos para emissoras no exterior (aqui a Record que comprou), lançando colecionáveis sensacionais, aqui é pódio onde uma série pode estar. Porém, pode ser um tiro no pé, quem é fã sabe, mas existem encerramentos que não são esclarecedores ou dignos dos seus personagens, vide Dexter e Lost.

Motivo indireto

Este é mais uma crença do que uma verdade, mas acho que vale um lugar aqui, muitas vezes, durante um seriado, trocam-se os showrunners, produtores e idealizadores de uma produção, e nesse caso, as séries se enquadram na mesma categoria das bandas, trocar atores é uma violação sagrada, o mesmo vale para as cabeças por trás do show. Essas mudanças levam os índices a diminuírem, porque, querendo ou não, em um país de serimaníacos alguns seriados tem a credibilidade imposta por seus idealizadores, principalmente se forem estreias. Como o caso de Almost Humam do J.J. Abrams, que não deu muito certo.

Vale lembrar que as duas primeiras categorias são os principais motivos atualmente para o cancelamento de seriados e representam a fúria dos fãs, pois a série é cancelada ou encerrada se aviso prévio, apenas um corte seco na temporada, ou o anúncio que aquela é a única, no caso de pilotos, ou a última no caso de séries que têm mais de uma temporada.  Ressalvo, ainda, que a indústria de entretenimento, é uma indústria como qualquer outra, que acima de tudo visa o lucro, afinal ninguém vai pagar para você se divertir.

Pra mim o que vale mesmo é o que você aprendeu com a série e aquilo que pode carregar com você o resto da sua vida.

É isso aí, desculpem o post longo e até a próxima. Bitches!

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Crítica | Person of Interest, 4ª temporada

10 de mai de 2015
Aí amigos, estou até emocionado. Gostaria de me expressar mais abertamente sobre essa série sensacional onde máquinas e homens se enfrentam, Maquinas e Maquinas se degladiam, gente morre, tristeza absoluta, essa temporada foi de fortes emoções. Obrigado CBS, Finch, Machine, Reese por tantos momentos de alegria e de tristeza e com orgulho esperamos a 5ª temporada. Ah vá!

Bom, deixando o emocional de lado, e pensando bem, acho que nunca fiz uma crítica de final de temporada de Person of Interest aqui, porém, está é uma das minhas séries preferidas, uma das primeiras que assisti quando procurava mares novos e me graduava totalmente em ser um Couch Potato, ou Seriesfreak.

A síntese da série está na abertura. O governo possui uma Máquina (Machine) - uma IA, inteligência Artificial - que te espia de todos os modos possíveis, o principal objetivo dela é impedir atos terroristas, o que faz com que crimes normais, sejam deixados de lado, devido a isso Finch, o criador da Máquina e Reese, os músculos, ajudam as demais pessoas, que podem ser vítimas ou criminosos, através dos números de CPF que a máquina fornece para eles. Só que de lá para cá, a porra ficou séria, pois surgiu uma nova IA na parada, que pode ser controlada pelo homem, esqueci de dizer, a Máquina é totalmente independente e não é aberta a comandos exteriores, para quem manja dos paranauês, ela não possui uma interface. Ou seja, a nova IA, o Samaritano, pode marcar pessoas e procurá-las, ela não serve apenas como defesa, mas também como ataque, inclusive, ela marcou a Máquina, nessa quarta temporada.

Aqui começa a resenha e uma dos maiores dilemas da série/época, até onde é possível confiar em uma máquina, que se baseia em decisões lógicas, para tomar conta de seres humanos? A Máquina do Finch, foi ensinada a pensar como humano, mas ainda assim é um aglomerado de 0 e 1, que toma decisões, que evolui e se desenvolve. Em contrapartida, o Samaritano é um canhão em cima de um Kart, que pode muito bem fazer o mal quanto o bem, dependendo de quem o controla, nos levando para o paradigma do homem que foi corrompido pelo seu meio e agora corrompe o meio em que está, vish filósofo. Mas não para por aí.

Como se não fosse suficiente ter duas Inteligências Artificiais brigando entre si, no pano de fundo estão agências de espionagem do governo, dois mafiosos que lutam com afinco para tomar o controle da cidade e, como se não bastasse, um grupo de cyberhackers começou a sacar que existe algo sendo feito por máquinas e não por seres humanos, atrás de todos os eventos que vinham ocorrendo.

No meio de toda essa maçaroca, encontram-se oficiais da polícia, uma bela e ruiva psicóloga, espiões, contra-espiões, e claro, muita gente querendo praticar um crime ou ser vítima de um. Person of Interest em si, é uma série de repetição, aquele tipo de série que o roteiro só importa para que assiste assiduamente, pois você pode muito bem assistir qualquer episódio que vai entender o que acontece. Porém, nessa temporada, para quem está lá toda a terça para acompanhar mais uma aventura, a história foi diferente, eles juntaram coisas da temporada inteira, que foram úteis nos últimos momentos, e amigos, que coisa linda. A devoção e todo o resto.

No ápice dos acontecimentos temos uma estrita relação da Máquina com o seu criador, em um "diálogo" sensacional, além do nosso homem músculo ter aflorado um lado rambo disposto a morre pela missão com os dizeres "Finch, não tem outro lugar aonde eu queira estar"! UUUUUUUUOU! (L) Séloko Cachueira!

De um modo geral, a Máquina, também "sofre" com os acontecimentos e ganha breves momentos de "consciência", o que torna tudo delicadamente lindo, até baixar a Skynet, aí já era, mas isso não acontece, não ainda pelo menos. Essa consciência da Máquina, no leva a novo patamares e nos deixa ansiosos para o que vem por aí. Ainda não temos um parecer sobre a renovação da série, mas acredito que aconteça.

Não posso ir embora, sem mencionar a querida Sameen, ou Shaw para os íntimos, que revela um lado bissexual e sensível que é uma das melhores surpresas dessa quarta temporada, além é claro de um episódio quase especial sobre o John e a Carter que nos deixa em estado de nostalgia e das loucuras da ROot, por que mano, aquela mina é louca de pedra. Agora deu, a crítica ficou grande demais, nem falei direito da série e fiquei discutindo problemas do mundo moderno.

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Crítica | Gotham, 1ª Temporada

9 de mai de 2015
Hey fellas! agora vamos de DC Comics, com a irreverente origem do Comissário Gordon e de todos os vilões de Gotham City.

Primeiramente, vale ressaltar, que desde o primeiro episódio, estou encantado com Gotham, esses últimos anos têm sido espetaculares para a galera que é fã de séries e quadrinhos, pois os estúdios e emissoras resolveram bombardear a mídia com o conteúdo. Porém, Gotham nos apresenta a origem de uma das principais inspirações para o nosso Cavaleiro das Trevas, o Batman. E tem aquele quê de série inspirada em quadrinhos, com bordões marcantes e closes de câmera estratégicos, que dão a sensação de estarmos parado em um quadro de uma revista em quadrinhos.

Tirando essa diferença unicamente especial, a série vem com todas as sementes para plantar as raízes do caos que dominou a cidade, que por sinal, já estava na merda, e como heróis surgem entre os vilões, e sim, principalmente, como os vilões surgiram e dominaram a cidade a tal ponto que fosse preciso de um ícone, o homem morcego, para que a cidade almejasse novos dias de paz.

O elenco é espetacular, todos os personagens merecem destaque, mas vou me ater ao jovem Bruce Wayne (David Mazouz), que perde seus pais e é a pedra fundamental de Gotham, garotinho cheio de vida e disposição, além de um punhado de coragem, o mínimo pra ser o Batman; Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor), a.k.a. Pinguim, que se mostra incrivelmente inteligente; Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), que dá um show a parte de extravagância; Harvey Bullock (Donal Logue) que se mostra o parceiro mais engraçado e contraditório já visto; Alfred Pennyworth (Sean Pertwee), o famoso Alfred; Edward Nygma (Cory Michael Smith), que desenvolve-se como o Charada, e que chegou por último, a linda, maravilhosa, sensacional, com seus quase dois metros, Dra. Leslie Thompkins (Morena Baccarin), que chega pra mostrar pras loiras, porque as morenas são melhores.

Eram apenas alguns e falei de quase todos. A série desenvolveu muito bem, a maior parte dos personagem e também deixou um monte de pontas soltas, que amarram a origem de outros vilões que tendem a aparecer no decorrer da série. Que por sinal já foi renovada para sua 2ª temporada. Dizem as más línguas que a próxima temporada vai abordar as origens do Coringa, acho difícil, talvez uma ou outra coisa, é mais provável que continuem desenvolvendo o personagem Nygma.

Gotham pode ser considerada uma série longa com uma primeira temporada de 22 episódios, é provável que ela retorne em meados de setembro ou outubro, quando se inicia as estreias da Fall Season lá fora. Entretanto, não pode ser considerada uma série "embromation" - não achei palavra melhor -, já que alguns dos episódios que fogem um pouco da trama central, criam laços para o futuro, sem se perder no enredo. O pior exemplo que temos disso atualmente é Supernatural, quem é fã sabe que a série vai de mal a mesma coisa.

Claro, que não poderia deixar de lado a irreverência e obstinação do nosso protagonista: Jim Gordon. Que se mostra um excepcional exemplo de caráter e valores, estes que devem guiar as ambições do jovem Bruce, e dão um ar especial ao personagem, que acaba sendo o queridinho da série. Além de levar em consideração as discussões sobre política, mafia e corrupção que afundaram Gotham e como Jim se sente em relação a elas e como pretende acabar com isso. De uma forma política, Jim entra no jogo, para limpar a casa. Gotham é o tipo de série que vale uma chance, só pelos personagens. Somando as boas atuações o enredo bem construído, temos uma série capaz de agradar toda a família.

Há algum tempo atrás levantamos o Hot points da série que foram revelados na coletânea de imprensa antes da estreia e duas delas eram: Gotham é uma tragédia grega, sim verdade, mas erramos em falar sobre a linha temporal, os fatos transcorrem pós a morte dos Waynes e não em direção à ela; e Gotham é sobre as pessoas da cidade, antes de vilões e heróis e sobre como elas se perdem em seus caminhos, sim, acertamos quando dizemos que Gordon vai sofrer com isso.

É isso aí.

Leia mais Críticas ou o que mais falamos de Gotham durante o desenrolar da série.

Crítica | Daredevil, Marvel na Netflix

5 de mai de 2015
Demorou, mas chegou a hora! Todos sabem que a Netflix é embaçada, lança uma série e nova e pá! 13 episódios numa lapada só pra você assistir, em época de caça as séries, onde a Season Finale corre solta e as séries vão se esvaindo durante o mês, vish. Divaguei demais.

Demolidor, ou nosso querido demônio, chegou na Netflix, não apenas para ser mais uma série, mas sim para trazer a tona toda a obscuridade do universo HQ da Marvel, a série é pancada atrás de pancada, já vem carregada com dilemas de heróis vs. vilão, heróis vs. vigilante, ID vs. alter ego - nuss, que chique a psicologia de butique - e assim vai. Murdock vem lotado até a boca de traumas, que são apresentados aos poucos para o telespectador, com um grande clímax no final, "esta é a minha cidade."

Heróis de um modo geral, são seres In Loco, que não cortam o cordão umbilical das suas origens, isso em qualquer universo. Vide Batman e Gotham, Arrow e Starling City, Flash e Central City, Super-Homem e Smallville, Homem-Aranha, Homem de Ferro e uma porrada de outros personagens da Marvel que atuam em Nova Iorque e assim caminha a necessidade de possuir um lar, por outro lado essas coexistências em ambientes distintos é o que torna a existência de tantos super heróis possíveis, e mais, o que torna a necessidade de um time para enfrentar um poder maior, quanto este surge, inevitável, afinal todos amam seus lares, que estão em iminente risco.

Demolidor é a pedra fundamental dessa empreitada, lembrando que estamos esperando, Punhos de Aço, Jessica Jones e Luke Cage, que segundo a Netflix, vão ser os primeiros integrantes da equipe dos Defensores, fechando o ciclo das primeiras cinco séries de personagens que a Marvel separou, sendo que já existem rumores do Justiceiro chegando em uma "fase 2" da Marvel nas telinhas do streaming.

Mas voltando para a série. Demolidor traz toda a bagagem necessária para se criar uma boa série de herói com um herói bem construído, temos o seu melhor amigo, Foggy Nelson que representa uma das suas principais relações com o mundo normal, temos o seu mentor, Stick, que representa seu elo com o mundo obscuro das escolhas, onde a função o que você quer ser e o que você pretende ser, dependem exclusivamente do que você está disposto a sacrificar, funciona a todo vapor, temos belas garotas, crime organizado, um repórter e, não obstante, temos um excepcional vilão.

Da mesma forma que heróis precisam proteger algo, uma das mais belas formações, personalidade que se pode esperar de um vilão é quando ele possui uma visão deturpada de que o que está fazendo é o certo. Wilson Fisk, é obscuro, distante, sensível, inteligente e insano, completamente insano. Ele é repleto de valores e respeita seus adversários, porém perde o controle com frequência, o que o torna instável e imprevisível, pronto, vilão perfeito.

Demolidor, ainda traz a importância do herói de se criar um símbolo, um ícone. Que não vou entrar em detalhes que o ponto mais alto da série. Mas tenha em mente que você vai ver o que espera ver.

Antes de encerrar, quero falar de mais duas coisas. A primeira é que todos os episódios possuem uma sequência de cenas de luta alucinante, com porrada pra tudo quanto é lado e várias acrobacias, isso quando o Murdock não encarno o David Belle e manda bem no Parkour pela cidade; a segunda, é que esteja preparada para chorar pelos personagens, isso também faz parte dessa nova fase da Marvel, a morte é uma figura constante durante a série, não apenas diretamente, quando alguém morre, propriamente falando, mas pelas coxias, moldando os personagens e o que o telespectador espera ou sente em relação à eles.

Bom, fui. Agora é hora de ver a terceira temporada de House of Cards, essa Netflix não para.

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Crítica | Vingadores: A Era de Ultron

1 de mai de 2015
É galera, estou com um pequeno delay na crítica, mas vamos lá, o quanto antes melhor.

Não tenho muita coisa pra falar do filme em si, mas sim, do que a Marvel vem fazendo, ou a Marvel Cinematic Universe (MCU). Eles estão apostando altíssimo, fizeram uma miscelânea de filmes, com diversos gêneros, para uma conclusão épica, isso é o que mais ouviremos nos próximos anos. A próxima fase da Marvel, a terceira. Vai chegar com filmes mais sombrios e com até possíveis mortes de personagens, isto é, the drama is coming.

Por que isso? Porque Vingadores: A Era de Ultron, foi exatamente o filme que eu estava esperando, mais clean e mais dramático, muito distante da comédia escrachada que tivemos Os Vingadores, onde a trama acaba ficando de plano de fundo da comédia. Porém, em a Era de Ultron, temos um amadurecimento geral da franquia, o filme por si aumenta as expectativas dos filmes que virão a seguir, temos conflitos de personagens e crises de identidade, ou o mínimo que esperamos de um filme bom com heróis.
A Era de Ultron, traz pra mesa a delicada relação do Gavião Arqueiro e da Viúva Negra com os Vingadores, afinal, eles são apenas humanos, ao lado de Thor, Deus nórdico, Capitão América e Hulk, super-soldado e experiência de laboratório e do Homem de Ferro, Gênio, bilionário, playboy e filantropo. O filme expões mais de uma vez a fragilidade dos personagens em relação a equipe e expões dilemas ainda maiores, como a preocupação da esposa do Arqueiro, em relação ao sentimentos da equipe por ele e do fato da viúva, não poder ser mãe. Eles humanizaram os personagens, tirando a carapaça indestrutível que vemos no primeiro vingadores, sensibilizado Lindo. Lindo. Lindo.

Em contrapartida, temos também o surgimento de personagens "aprimorados", que vem lá de Agents of S.H.I.E.L.D., onde o termo foi aplicado no episódio do dia 28/04, sendo que a estreia oficial de Vingadores: A Era de Ultron, é dia esta semana no resto do mundo, tivemos uma semana de antecedência, porque somos Tops. Enfim, o termo é utilizado para definir seres humanos que tem super-poderes, como o Mercúrio e a Wanda, e talvez, a galera de Agents of S.H.I.E.L.D., como a Skye e o Lincoln, acho que utilizaram esse termo, porque existe uma velha treta com a denominação Mutante, por causa de estúdios, direitos autorais e blá blá blá.
Em uma visão geral, o filme é visualmente bonito, a única coisa que as vezes não entendo é o excesso de destruição nas cenas, aceito a do Hulk com a Hulkbuster, mas ás vezes dá a impressão que os elementos em cena estão lá apenas para serem destruídos, sem falar na carga emocional que existe por traz de uma evacuação às pressas e tal, saiu um pouco forçado, mas são heróis né, o clichê era esperado.

Agora a treta mais linda, foi os Vingadores entrando em conflito entre si, que também, abre um leque excepcional de opções a serem exploradas. Vingadores: A Era de Ultron, firma-se como uma trama global, com conflitos acontecendo ao redor do mundo, o que justifica a necessidade de um Esquadrão/Time/Equipe, para resolver os problemas do mundo.

Por fim, vamos falar do Ultron, o vilão, ou quase isso. Já li algumas coisas por aí e tem gente que não aprovou o tratamento que deram para o Ultron, como um mero vilão, na verdade, eu vi muito mais que isso, vi que ele foi o colapso do Stark, que afinal, não pode tudo, e uma ameaça real em forma de Inteligência artificial, nos colocando em um cenário de ficção científica que vai continuar em Homem-Formiga. E também, com o nosso querido Visão, que deu um Tchan - como diz a minha namorada -, no filme, em um dos momentos mais emocionantes do filme, a interpretação de Paul Bettany, ficou ó, linda. O Visão é outro alicerce para o futuro da Marvel, mas nem vou entrar em detalhes, porque aí a conversa vai ser longa.

Vingadores: A Era de Ultron, já termina com uma nova roupagem, que nos faz esperar os próximos filmes ansiosamente, para ver o desenrolar da trama-mor.

Antes de ir embora, gostaria de acrescentar, ainda, que a MCU está apostando todas as suas fichas e fazendo o clássico Marketing de Guerrilha, atacando todas as mídias de uma só vez. Pois temos séries  rolando na TV Paga, Agent Carter e Agents of S.H.I.E.L.D., pela ABC e temos séries, também, no serviço de streaming do Netflix, por enquanto só Demolidor foi lançado, com 13 episódios, mas aguardamos mais quatro títulos, Punhos de Aço, Luke Cage, Jessica Jones e Os Defensores. Tá rolando um rumor de que o Justiceiro, também vai sair pela Netflix, com censura de 18 anos, em uma possível "Fase 2" nas telinhas. Isso sem falar nos 10 filmes que nos aguardam até 2019.

Passa a régua!

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