Abril 2015 | Bang Bang Escrevi

Livros | Leitura Digital, Kindle e TCC

13 de abr de 2015
Pois é meu povo, li meu primeiro livro no Kindle, o que achei? Sensacional. Mas antes...

Gostaria de deixar claro, que pela primeira vez, não sou a pessoa que "não se considera um expert no assunto", de leitura digital, comportamento dos consumidores digitais, de leitores digitais, eu até que manjo um bocado, já que meu Trabalho de Graduação de Curso foi construído em cima deste tema. Até existe um projeto, de trazer esse material e mais alguns debates aqui para o blog, mas ele não aconteceu ainda, um pouco por preguiça, um pouco por falta de tempo, mas quem sabe um dia - talvez, ainda esse ano.

Nunca tinha lido em um leitor de livros digitais dedicado - essa é a denominação que um projeto de lei, que rola pelas infinitas casas do governo tenta dar aos E-readers, para que eles recebam isenção fiscal semelhante a dos livros -, isto é, ele serve exclusivamente para ler livros, pois outras funções ou tipos de entretenimento, ultrapassam sua capacidade de Hardware e ele acaba por não agradar totalmente, e sim, fiz um TCC sobre isso, mesmo sem nunca nem ter pego em um e-reader. Como primeiro cobaia de leitura, escolhi um livro leve, peguei A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, resolvi encarnar o Jim Hawkins e desbravar meu Kindle! O que descobri? Logo, você também vai saber.

- Dicionário: Oh God!
Este recurso facilitou em eras a minha vida. Enquanto leio livros físicos, e estou muito inspirado, eu marco palavras que não sei o significado para olhar no dicionário depois, fiz isso a minha vida inteira, nos últimos tempos eu tenho sido acometido por uma preguiça enorme, e se entendo a mensagem, deixo a palavra pra lá, mas no Kindle é simples e rápido, basta clicar e segurar em uma palavra que a resposta é o dicionário com o significado da palavra, e mais, se for algum evento ou nome é possível buscar a relação no Wikipédia também, não que seja o Houaiss da confiabilidade, mas já é um ponta pé inicial.

- Leitura Noturna: ou Modo Batman!
Me considero um ser noturno, sempre li mais a noite do que durante o dia, e o Kindle, no meu caso, o Paperwrite, sana totalmente esse meu desejo, agora leio em qualquer ambiente, breu, escuridão infinita, buracos negros espaciais, penumbra, limbo etc. É só controlar a luminosidade da tela e pronto, posso ler. Leio, quase todo o tipo de mídia impressa; revistas, mangás e HQs, sofro com a velha mini luminária pra ler em ambientes escuros.

Portabilidade: Biblioteca Portatíl
Quesito incomparável, é só um dispositivo e tem lá, o livro todo, sem por ou tirar peso algum, e ainda cabe uma biblioteca. Dá pra levar pra qualquer lugar, em qualquer lugar. Difícil mesmo é escolher a fonte e o tamanho da letra, que agrade durante a leitura. Mas isso é o de menos. Sem falar que é totalmente comôdo ler, já que o dispositivo é muito mais leve em comparação alguns calhamaços martinianos que estão disponíveis no mercado atualmente.

Navegação: Non Dvcor, Dvco
Tem um método lá, que esqueci o nome do recurso agora, que torna capaz navegar entre os capítulos através de um índice inteligente. E tem um melhor ainda, que dá pra navegar nas suas anotações e marcações no livro, o que esse recurso se tornou para mim? Um salva Quotes, salvo as melhores frases dos meus livros e sem drama na hora de procurá-las.

Bateria: É Nuclear?
O negócio não acaba nunca, dura facilmente mais de um mês, é que tenho uma capa inteligente, que de inteligente não tem nada, que quando aberta inicia o dispositivo, isso é o que consome grande parte da minha bateria, porque as vezes em um movimento ou outro dentro da mochila ja são suficientes para que o Kindle ligue.

Basicamente estes recursos são o ganha pão do meu Kindle, porém, senti algumas dificuldades também

Déficit de Atenção: Distraiu, fodeu.
Durante o meu TCC, surgiu uma pesquisa que dizia que as pessoas que leem livros digitais, tem uma dificuldade maior para absorver acontecimentos da trama, ou guardar a cronologia dos fatos. Achei que era baboseira, mas como pesquisador, levantei essa pauta no meu TCC. Agora, depois de ter experimentado, de fato, a leitura digital percebi que essa dificuldade é real, em diversos momentos do livro me vi perdido, tendo que ler novamente por não ter entendido uma passagem ou outra, não vou ser ingênuo ao ponto de acreditar que isso não acontecerá novamente, mas existe um descompromisso com o livro digital, porque o calhamaço impõe respeito.

Sacanagem Amazonesca: Piada do Kindle
Essa dificuldade soa quase trágica para o destino dos leitores digitais, mas um dos vertentes de marketing de leitores digitais é o preço do livro digital ser menor do que o do livro físico, pois não se iludam, caros companheiros. Mais de uma vez me deparei com o valor dos livros digitais, superior ao do físico. Ou então, devido aos direitos autorais, as versões digitais com pouca diferença de valor em relação a sua versão física, algo em torno de 5% ou 10% de desconto, nada chamativo, sei que existem livros e livros, um exemplo é a coleção linda de clássicos da Zahar, aquilo ali é um livro pra ter, sentir e se orgulhar, mas tem muita literatura que segue o padrão do "é só mais uma publicação" que, tranquilamente, dá para aceitar no formato digital. Porém, é uma faca de dois gumes, pois consegui arrematar um livro de R$ 60 por R$ 9,90. Isso faz o leitor feliz.

Error 404: Loop Eterno
De vez em quando, por algum motivo que ainda não descobri, o sistema de transição de páginas dá um "bug", ele fica avançando e retornando na mesma posição do livro, aí é necessário entrar com outro comando, como o do dicionário, por exemplo, para a transição voltar a funcionar normalmente.

Acho que é só, vamos conversar mais sobre o assunto conforme eu utilizar o meu aparelho.

Resenha | A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson

8 de abr de 2015
Olá pessoas queridas! A quanto tempo a gente não aparece por aqui.

A vida anda um pouco corrida, pra falar a verdade, mas não esquecemos de vocês. Hoje a gente chega com uma resenha das boas, daqueles livros atemporais, que sempre são divertidos de ler, que você pode deixar esquecido em um canto da sua casa (ou Kindle) e ler sempre que desejar, em diferentes momentos da vida, que vai se deliciar novamente durante a trama.

O livro de hoje é A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson. Tenho um motivo curioso sobre a escolha desse livro, sou fã da série da STARZ, Black Sails, que terminou a segunda temporada no final de março, a série se passa 20 anos antes dos acontecimentos do livro, onde todos estão atrás do tesouro da Urca de Lima (embarcação que carregava o ouro dos impostos coletados pela Espanha de suas colônias ao redor do mundo).

No livro o pano de fundo, é o mesmo, só que 20 anos depois dos eventos da série. O ouro já foi capturado, e está escondido, então, temos um mapa do tesouro e também a nascente figura de um pirata de perna de pau com um papagaio em seus ombros, o que vier depois disso, saiu do querido Stevenson. Todos os piratas são amigos e inimigos, não dá pra confiar muito em um pirata.

A aventura traça uma linha contínua de ação e aventura, ininterrupta e narrada pelo protagonista, Jim Hawkins, que apresenta os personagens e narra a grande parte dos fatos, exceto por um momento onde desaparece e a história é contado por outro personagem. O mais interessante, de fato, em a Ilha do Tesouro, são os personagens, cada um tem alguma característica marcante, que agora, depois de ler o livro, sei que os roteiristas da série se esforçaram para que os personagens do show também a construíssem.

Não dá pra teorizar muito em cima das ideias do livro, porque é um livro feito para um publico infantil, que só quer ler e se aventurar, você vê histórias e subtramas se desenrolando em um piscar de olhos, claro que queria mais, queria um pouco mais das histórias do Flint e do Barba Negra - que por sinal, nem aparece no livro, e ó o grande trunfo da série na próxima temporada. Mas não deu. :(

Vamos falar de outras coisas então. A Ilha do Tesouro, já rendeu um filme dos trapalhões, em 1974, uma animação em 1988, produzida pela finada URSS, hoje a Rússia e um musical dos Muppets em 1966. Tem um filme de 2012, mas segundo o que achei na internet, não vale nem a pena citá-lo.

A leitura de A Ilha do Tesouro me proporcionou outra experiência, ele foi, também, o meu primeiro livro digital, lido integralmente no Kindle :), vou falar mais dessa minha experiência em um texto exclusivamente para isso.

Valeu, fellas! 
Ficha Técnica 
Título: A Ilha do Tesouro
Autor: Robert Louis Stevenson
Gênero: Aventura
Editora: L&PM
Tamanho: Versão Digital
ISBN: 978.85.254.1132-7

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