Resenha: O Apelo da Selva, Jack London | Bang Bang Escrevi

Resenha: O Apelo da Selva, Jack London

29 de jul de 2013
Título Original: The Call of The Wind
Autor: Jack London
Altura: 19 cm.
Largura: 13 cm.
Profundidade: 8 mm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1981
Idioma : Português
País de Origem : Portugal
Número de Paginas : 174
Tradução: Rui Guedes da Silva
Ilustração: Ballestar
Capa: Eduardo Barreto Filho
Editora: Abril
Coleção: Grandes Sucessos.
Avaliação:

Alerta! Se você é sensível quanto a morte de animais, mesmo os que não são indefesos, não leia esse livro. Brincadeira, leia independente disso, mas ciente que animais morrem... E não estou falando do nosso protagonista.

Podia falar mais uma vez uma história sobre um cão, mas como esse livro antecede Caninos Brancos, então, Buck, nosso protagonista é um parente distante de Caninos e que em O Apelo da Selva, faz o caminho contrário. Ele que nasce um cão domesticado, filho de um São Bernardo com uma Pastora Belga - imagina o tamanho monstruoso dessa criatura - vivia no vale de Santa Clara na fazenda do Juiz Miller e é levado de sua fazendo devido a uma traição por parte de um dos funcionários de seu dono e começa a enfrentar as dificuldades do ambiente selvagem. Levado para o Alasca, na eclosão da corrida pelo ouro. Lá passa a ser um cão guia de trenós e que se vê em eterno aprendizado sobre os comportamentos dos homens e das outras espécies, inclusive a sua.  Aprende a se comportar da maneira mais difícil, através do porrete e passa a temê-lo desde então. Nas suas idas e vindas pelo Alasca adquiri o respeito do seu porte, brigando com os demais cães e se mostrando mais astuto do que é comum. 

Instintivamente é levado a conhecer o lado selvagem, conhecido pelos seus antepassados. O autor trata os conhecimentos chamados de instintos como algo nativo dos animais, que nascem com eles e conforme são domesticados eles param de ouvir esses sinais. Com Buck, é diferente, ele passa a reconhecer novamente a linguagem ancestral devido a sua inserção em um mundo desconhecido e apavorante do qual ele tem que se proteger e se estabelecer como a fera que é. Mesmo amando o homem, como cão domesticado, passa a se isolar cada vez mais no obscuro da selva até virar uma lenda viva, um cão de respeito e um lobo por direito. 

Para traçar alguns paralelos, Buck é o lobo cheio de cicatrizes no começo de Caninos Brancos, tomado pela velhice e ainda assim, cheio de ferocidade. E a fazenda em que Caninos termina o livro é a fazenda da qual o Buck é levado. Fechando o círculo da história. Com uma narrativa sucinta e admirável, Jack London expõe os sentimentos de Buck e suas indagações, e e só parar pra pensar por alguns segundos em seu animal de estimação pra ver como ele ilustra bem a relação de afeto existente entre os animais e o homem. E como permanecem fiéis durante a sua vida. 

E aqui uma imagem do filme "Na natureza selvagem" onde o dueto aparece:
Esse é mais um dos livros que peguei na Distribuição de livros gratuitos do Sarau do Binho aqui em SP é da Editora Abril e de 1981. É isso aí Good Fellas :)

Sinopse:

Emocionante história de um cão que retorna à vida Selvagem. Obrigado pelas circunstâncias a voltar ao seio da floresta, passa a viver entre lobos. Seu ladrido familiar e doméstico acaba por se transformar num "grito inarticulado da luta pela vida". Com esse insólito personagem, Jack London desvendou aos mecanizados americanos do começo do século o acre e áspero odor do instinto e da vida em plena natureza.
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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