Resenha: A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak | Bang Bang Escrevi

Resenha: A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak

8 de jul de 2013
Título Original: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
I.S.B.N.: 9788598078175
Altura: 23 cm.
Largura: 15,5 cm.
Profundidade: 2,5 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1 / 2007
Idioma : Português
Número de Paginas : 499
Editora: Intrínseca
Avaliação:

Livros sobre a guerra. Quem seria uma melhor narradora do que a própria morte? Pois bem... Markus Zusak acertou em cheio quando construiu esse livro.

Liesel Meminger é a roubadora de livros que chamou a atenção da morte enquanto ela buscava a alma do seu irmão, Werner. Em um vagão de trem que cortava a Alemanha. Após o enterro em um lugar sem nome Liesel apanha O Manual do Coveiro que caíra de um dos bolsos do aprendiz de coveiro que realizou o enterro, esse foi seu primeiro roubo e o início de sua carreira.

Ela se muda para a rua Himmel em Molching na Alemanha e lá passa a se aventurar na companhia de Rudy Steiner, um garoto que era fã do atleta de corridas Jesse Owens e vizinho dos seus pais de criação Rosa e Hans Hubermann.
Rudy na vida real em uma Alemanha nazista:
Sem falar na irreverência desses personagens o livro possui outros esteriótipos comuns do período de guerra como a mãe que tem os filhos na guerra, os que renegam a ideologia nazista e os que a idolatram, tanto para as pessoas comuns quanto para os oficiais do exército e claro o judeu que precisa ser escondido. Isso sem falar nas condições sentimentais e fisiológicas enfrentadas como pânico, medo, raiva, saudade, fome, frio, a dúvida de não saber se viverá outro dia ou o desespero de uma sirene alertando ataques aéreos, e das condições as histórias mais espetaculares de guerra, aquelas que segundo o próprio autor são difíceis de acreditar. E claro que não posso esquecer, como todo bom livro sobre a Alemanha Nazista, ele possui uma série de palavras em alemão que são explicadas durante a história, verstehst? Entendeu?

Sou aficionado pelo período das guerras e A menina que roubava livros é a antítese do último livro que li sobre o mesmo período Mil cairão ao teu lado e mesmo o primeiro sendo escrito como ficção parece mais real e substancial que o segundo, que prega a fé em Deus absoluta em todas as circunstâncias tornando alguns fatos difíceis de serem aceitos. 

A minha edição é em formato de bolso, daquelas que foram disponibilizadas pelas escolas em São Paulo, do projeto apoio ao saber, imagino que pelo o conteúdo do livro seja uma história para quem está no ensino médio.
O livro proporcionou uma série de sentimentos desde a exaltação até uma intragável tristeza, mas no geral eu esperava algo mais surpreendente, algo mais único e especial a única coisa que realmente foi nova é que o final me causou uma reação assim:
Não que eu tenha arremessado meu livro, mas internamente a vontade foi essa.

Sinopse
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times".
Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.
Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.


E pra falar de uma segunda capa, achei essa sensacional.
Vou falar do filme em outro post :)
É isso aí companheiros.
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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