Resenha: Melancia, Marian Keys | Bang Bang Escrevi

Resenha: Melancia, Marian Keys

7 de jul de 2013
Título Original: Watermelon
Autora: Marian Keyes
Tradutor : Tradução de Sonia Coutinho
I.S.B.N.: 9788577991655
Altura: 18 cm.
Largura: 12 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1 / 2009
Idioma : Português
Número de Paginas : 490
Editora: BestBolso
Avaliação:

Essa será a primeira de várias resenhas que pretendo fazer para o Bang Bang, vou começar com 3 livros da Marian Keyes: Melancia, Sushi e Férias!.

E vamos logo ao que interessa...

O livro conta a história de Claire, uma mulher de 29 anos, que vive em Londres e imagina ter um casamento perfeito que vai durar pra sempre. O que jamais lhe passou pela cabeça é que o marido, James, estava tendo um caso com a vizinha e no dia em que sua primeira filha nasce, ele anuncia que vai embora do apartamento e da vida de Claire.

Totalmente perdida e gorda parecendo uma Melancia, Claire volta para casa dos pais na Irlanda e passa por um período muito complicado. Com uma filha recém nascida, sem o marido que ela tanto amava e morando novamente com os pais e duas das quatro irmãs (as mais novas descompensadas) Anna, a hippie exotérica e Helen, a universitária arrasadora de homens. As mais velhas Magaret e Rachel, viviam em outros paises.
No tempo que segue a chegada a casa dos pais, Claire não tem forças para escolher o nome da filha, amamenta-la ou até mesmo tomar banho e tirar a camisola gigante que sua mãe lhe emprestou. A depressão e o alcoolismo tomaram conta da sua vida e ela simplesmente se deixou levar, não tinha pique pra lutar com qualquer coisa que fosse que pretendia lhe tirar da cama. Mas a tristeza de Claire se transformou em raiva  e quando que isso lhe ocorreu, decidiu que James não merecia todo aquele sofrimento.
Nesse momento, ela resolveu voltar a vida e tomar conta integralmente da filha Kate. E ainda mais, tomar conta integralmente da sua nova vida de mãe solteira, tendo que superar e esquecer seus antigos costumes de consumo desenfreado de batons e sapatos.
Quando Adam, o universitário lindo que estuda com Helen, aparece em sua vida, ele apresenta a Claire uma versão que ela não conhecia dela mesma e quando James reaparece depois de alguns meses tentando convence-la de que tudo foi culpa dela, ela tem algumas novidades pra ele.

Pode parecer uma história boba, mas traz uma reflexão muito legal de como nos vemos e de como os outros nos vêem. Em muitos momentos nos perdemos em nós mesmos e nem acreditamos quando ouvimos o contrário do que achamos. Compliquei né?

Mas quando a gente finalmente se enxerga e a ficha cai, é como se nossos olhos se abrissem e realmente conseguimos nos ver, e também vemos que aquele outro que achava tal coisa, não é tão louco assim.

É um livro relativamente longo e demorei quase 1 mês pra ler. Por que? Marian Keyes escreve muuito detalhadamente e se perde em discrições que me irritam ligeiramente, por isso uso de uma " técnica" não muito louvável, mas que tenho que assumir: eu pulo vários e vários parágrafos de livros e não só da M. K., mas de qualquer um que eu esteja lendo e o autor começa a dissecar um tema que não vai ter nenhuma influência na história. Perdão, mas é a verdade!

Espero que gostem e leiam o livro (sem pular nada), pode ser um pouco massante mas vale muito a pena!


Sinopse

Com este romance engraçadíssimo e irreverente, a autora irlandesa Marian Keyes conquistou milhares de leitores no Brasil e no mundo. A protagonista Claire tem 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar o seu caso de mais de seis meses com a vizinha também casada. Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e muita depressão, bebedeira e choro. Mas ela decide avaliar os prós e contras de um casamento desfeito depois de três anos e quando começa a se sentir melhor, o ex-marido reaparece para convencê-la a assumir a culpa por tê-lo jogado nos braços de outra. Claire vai recebê-lo, no entanto reservará uma bela surpresa para o ex.

PS: Comprei os livros como box e pra não passar batido, eles são formato de bolso da Editora BestBolso. Não me incomodou o tamanho, o ruim é que a capa é bem podrinha do tipo que amassa e rasga fácil, bem diferente da versão normal que tem capa resistente!

  
Sara de Moura

21 anos, gosto de livros de Chick-lit, e ainda estou pensando no que fazer da vida (passando por letras, publicidade e maquiagem profissional, oi?).

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