Resenha: A invenção de Hugo Cabret, Brian Selznick | Bang Bang Escrevi

Resenha: A invenção de Hugo Cabret, Brian Selznick

21 de mai de 2013
Título Original: The invention of Hugo Cabret
Autor: Brian Selznick
Tradução: Marcos Bagno
I.S.B.N.: 9788576752035
Altura: 21 cm.
Largura: 14 cm.
Profundidade: 3,4 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1 / 2007
Idioma : Português
Número de Paginas : 533
Editora: SM Edições
Avaliação: 

Nada melhor pra começar a resenha do que as próprias palavras da "Breve Introdução":
"... antes de virar a página, quero que você se imagine sentado no escuro, como no início de um filme. Na tela, o sol logo vai nascer, e você será levado em zoom até uma estação de trem no meio da cidade. Atravessará as portas de um saguão lotado. vai avistar um menino no meio da multidão e ele começara a se mover pela estação. Siga-o, porque este é Hugo Cabret. Está cheio de segredos na cabeça, esperando que sua história comece."

O livro é uma viagem, na companhia de Hugo Cabret, órfão, sendo criado pelo tio, que de repente desaparece, se vê na companhia das únicas únicas lembranças - físicas - que tem do seu pai um robô e um caderninho. É uma história de esperança, escrita como se fosse um conto infantil e sublime em sua beleza. O livro é, em grande parte, ilustrado por Brian Selznick, que buscou inspiração na vida e obra do cineasta George Méliès. A história é ficcional, mas durante o livro o autor cita diversos filmes que foram lançados e fatos que ocorreram como o acidente de trem na Estação Montparnasse e uma cena do filme O Homem Mosca.

Hugo acredita que o robô possui uma mensagem do seu pai que pode mudar a sua vida, no decorrer da história Hugo conhece Georges e Isabelle, dono da loja de brinquedos na estação onde ele costuma roubar peças e sua afilhada. Depois de se ver sozinho, sem o tio, ele decide continuar o serviço dele de acertar os relógios da estação e manter-se anônimo, sobrevive de pequenos roubos e das moedas que encontra.

Deste ponto em diante as histórias começam a se interligar e se desenvolver de uma tal forma que você começa a torcer a favor de Hugo, que nada mais é, do que uma criança. A priori, parece uma história triste, muito triste, mas no decorrer do livro ela se transforma não só em uma viagem, mas em uma imersão nos primórdios do cinema, na magia que existe em um filme e como as pessoas se relacionam com ele. Todo diálogo tem algo a mostrar e um dos mais tocantes pra mim foi esse em que Hugo e Isabelle estão no alto da torre e ele diz:
"- Às vezes eu venho aqui, de noite, mesmo quando não estou cuidado dos relógios, só pra olhar a cidade. Sabe, as máquinas nunca têm peças sobrando. Elas têm o número e o tipo exato de peças que precisam. Então, eu imagino que, se o mundo inteiro é uma grande máquina, eu devo estar aqui por algum motivo. E isso quer dizer que você, também, deve estar aqui por algum motivo."
Agora as referências. Em 2011 o livro inspirou o filme Hugo de Martin Scorsese, ganhador de 5 estatuetas do Oscar 2012, melhor fotografia, direção de arte, efeitos visuais, mixagem e edição de som. São visíveis as semelhanças entre as ilustrações do livro e as cenas do filme e como elas foram criadas para encantar o público.


Sinopse

Prepare-se para entrar em um mundo onde o mistério e o suspense ditam as regras. Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas.
A sobrevivência de Hugo depende do anonimato: ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto.
Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e um homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos e do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.

Trailer do filme.
E nesse clima me despeço.
"Agora, sentem-se, abram seus olhos e preparem-se para sonhar."
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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