Resenha: O Velho e o Mar, Ernest Hemingway | Bang Bang Escrevi

Resenha: O Velho e o Mar, Ernest Hemingway

16 de abr de 2013
A simplicidade na escrita, isso, foi o que mais me surpreendeu. A forma clara e concisa do autor narrar uma história, sem perder o foco ou se prolongar demais, sem delongas. Isso e tantos outros fatores foram os responsáveis por consagrar Ernest Hemingway com o Nobel de Literatura de 1954 por O Velho e o Mar e suas contribuições para a literatura contemporânea. 

O livro, pareceu pra mim, a explicação prática do termo Wabi-Sabi, um conceito ocidental que estimula enxergar a beleza da imperfeição, não falo da história, a história é perfeita, mas de como nós buscamos a perfeição e como a vida arranca isso da gente, apenas exercendo o que ela é: a vida.
"Você nasceu para ser um pescador, tal como o peixe nasceu para ser peixe". (Santiago em pensamento)
Assim é Santiago, um velho pescador, que tem como ajudante, Manolin, que o admira e o idolatra. Na trama Santiago se mostra sempre destemido e determinado, após ficar 84 dias sem pescar nada, resolve ir ao mar para mais uma empreitada, fisga um enorme peixe e luta incansavelmente com ele, a natureza e consigo mesmo, até se ver mais distante da costa do que qualquer outro pescador teria a coragem de ir, mas ele é Santiago, el Campeón.


Durante a história o livro é preenchido com gravuras de Raymond Sheppard e Charles Tunnicliffe ilustrando os momentos pelos quais Santiago está passando. As imagens do livro podem ser encontradas aqui de uma edição mais antiga. A capa é de Silvana Mattievich e a editora responsável é a Bertrand Brasil, que faz parte do Grupo Editorial Record, que também possui o selo Galera (As peças infernais/Instrumentos Mortais, Assassin's Creed, The Walking Dead etc.) entre outros.
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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