Resenha | A Guerra dos Tronos, George R.R. Martin | Bang Bang Escrevi

Resenha | A Guerra dos Tronos, George R.R. Martin

5 de out de 2012
Título Original: A Game of Thrones
Saga: As Crônicas de Gelo e Fogo
Autor: George R.R. Martin
I.S.B.N.: 9788562936524
Altura: 24 cm.
Largura: 17 cm.
Tradução: Jorge Candeias
Número de Paginas : 644
Editora:  LeYa
Avaliação:

Sempre tive a vontade de ler o livro, acabei, por azar, assistindo a série antes, não que seja ruim, aliás, é bem fiel a história e achei que foram poucos os cortes em relação ao texto original. Mas não há discussão. A literatura supera a série de TV.

Primeiro não é Tolkien e na série já tinha percebido isso. Guerra dos tronos é exatamente o título, uma guerra pela cadeira de ferro forjada com as espadas dos inimigos com fogo de dragão. É a velha história de reis regada à traição, honra e fantasia. Não fantasia besta e infantil – o que o livro não é -, uma fantasia que trás os velhos animais míticos como dragões e lobos gigantes, raças humanas que controlavam os elementos e raças não-humanas que só morrem com fogo e são mais frios que o próprio inverno. Sem falar em toda sua estrutura, as casas, os nomes, lemas, terras.

Martin criou um mundo e nos convidou a entrar. Westeros é o seu nome e é dividido em sete reinos. No extremo norte tem A Muralha que separa o reino das criaturas não-humanas e dos selvagens pra-lá-da-muralha guardada pelos fiéis e honrosos patrulheiros da noite que antes eram bastardos, ladrões, estupradores entre outros tipos não menos honrosos que escolheram ou que no lugar de morrer por seus crimes foram estimulados pela justiça do rei a vestir o negro. Não vou me ater a dissecar o reino, os personagens, as casas para vocês, peguem o livro e descubram-no seus preguiçosos. Garanto que vale a pena.

O ritmo da história é lento e dá pra abrir uma taberna no final do livro com os detalhes que são oferecidos sobre as guarnições que alimentam os personagens, mas isso não tira o mérito de que são extremamente necessários esses detalhamentos. Afinal, cada vez que um personagem aparece você tira uma das centenas de camadas dele e como o próprio tradutor cita na sua nota “o diabo está nos detalhes” e isso é visível no decorrer da história. É interessante o modo que Martin escolheu narrar os fatos sob a ótica de determinados personagens que giram como capítulos durante os livros, isso aproxima o leitor de um ou outro que ele mais se identifica, eu por exemplo, prefiro a Arya e a Daenerys e detesto a Sansa, mas isso são detalhes que você acaba se acostumando no  decorrer do calhamaço.

Indico cegamente para quem quiser ler, só não rola falar que é chato ou que não é bom. Gosto é gosto. E quando você escolhe algo sabendo o que te espera não tem tanto direito de reclamar. Guerra dos tronos com certeza coloca Martin ao lado do tão aclamado Senhor dos Anéis e do sucesso juvenil Harry Potter, lembrando que mesmo os temas todos estarem relacionados com fantasia, cada um possui a sua peculiaridade.

O calhamaço

As casas
Victor Candiani

Uma pessoa que gasta muito tempo com livros, filmes e séries.

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