Dezembro 2011 | Bang Bang Escrevi

Balanço Geral: blog e autor

29 de dez de 2011

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AUTOR

Livros Lidos

O ano em que trafiquei mulheres - Antonio Salas
O meu pé de Laranja Lima - José M. de Vasconcelos
Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
O vendedor de Armas - Hugh Laurie
V de Vingança (HQ) - Alan Moore
O Arqueiro - Bernard Cornwell
A Febre Starbucks - Taylor Clark
O mundo de Sofia - Jostein Gaarder (depois de 3 anos tentando)
Macbeth - William Shakespeare

Top 10 filmes

Se beber não case. Part. II
Transformers 3
Piratas do Caribe 4
X-mem primeira classe
Os três mosqueteiros
O discurso do rei
Premonição 5
Jogos Mortais 7
Cisne negro
Thor

# 07

27 de dez de 2011
O amor. Seja ele como for, dor. Dor de inverno. Calor de verão. Em qualquer estação. O amor, nada mais é do que uma transição. Transposição. A passagem de ser um ser só e ser o mundo inteiro.

Caracóis

26 de dez de 2011
Pois é menina do cabelo cacheado
do sorriso de lado-a-lado,
quero me ver em seu braços
e você dentro dos meus abraços.
Seu cheiro no meu colarinho.
Junto, nós, de cantinho
devagarinho, sem pavor,
pressa ou culpa.
Eu, você e esses seus cachos
embaraçados em mim,
inspiram-me assim
a escrever sobre o passado
me deixando com saudade,
do saldo de beijos e abraços
que não foi pago
e dos seus caracóis
que nem sequer existem mais.

Aquitã

25 de dez de 2011
Iracema,
menina aisó,
sorri só.
Banhada pelo sol
de indígena ascende,
sua beleza transcende
de tamanha proporção
a invadir meu campo de visão.
Aquitã de tamanho
com seu nome tupi.
Nem perco nem ganho
ao olhar-te daqui.
Espero um dia romper
essa janela que nos separa.
Olhar em seus eçais
de castanho-una
e encontrar iandê.


Vocabulário
Aisó - formosa.
Aquitã - pequeno (a).
Eçai - olho pequeno.
Una - preto, escuro.
Iandê - você.

# 06

23 de dez de 2011
Mulheres não são números. E eu também não pretendo passar o resto da minha vida com uma mulher que se preocupa com seu manequim 38, pode acontecer das medidas se manterem, vaidade sim, luxuria não. O valor de uma mulher de estereótipo saudável independente de seu par de calças está na pigmentação da sua pele, no brilho de seus olhos e na intensidade do seu sorriso.

Pode vir

22 de dez de 2011
Ei, vem. Vem com jeitinho, de mansinho. Devagarinho.Entra no escuro do meu quarto, no calor do meu cobertor. Impregna meu travesseiro, lençol, eu com seu cheiro, com sua tentação. Com essa sua vontade vinda da minha, das minhas mensagens. Entra e entra outra vez. Entra fazendo carinho, puxando cabelo, batendo nas coisas, derrubando o que ficar de pé, torcendo os lençóis, descartando o cobertor e as roupas, arranhando as costas, mordendo os lábios, suando, cansando. Entra e fica, fica para dormir, que quando o sol sair eu faço um café-da-manhã pra você e levo na cama só pra te ver sorrir.

Mina da rua.

Ela ignora.
Passa.
Finge que não olha.
Sorri de canto.
Esnoba.
Se exibe.
Balança o cabelo
mostra o aparelho.
Está brincando, dançando.
Não diz que sim,
mas também não diz que não.
Acende um cigarro
assopra a fumaça para o alto.
Traga, conversa.
Sai caminhando, rebolando.
Não olha pra trás.
O pescoço quebra,
nego acompanha,
as outras invejando.
Sabe o que faz
Sai, sai, sai andando.

# 05

21 de dez de 2011
Até que convicto fiquei,
de que amar não é crime.
Então, eu te amei.
Mesmo quando você não sabia
das minhas piadas você ria
e parte da minha vida você fazia

Vazio

20 de dez de 2011
Não sinto nada. Um vazio chato e monótono sem diferença entre alegria e tristeza. Sinto-me oco e no fundo não me importo, não tem diferença entre estar afogado em sentimentos e não ter nada dentro de si. Nada. A melhor palavra pra definir isso que se expande as vontades e quase não quero fazer algo. Só parar e pensar. Uma espécie de estado vegetativo sem vida. A vida resolve pulsar às vezes depois da meia-noite, mas acho que já não faz tanta diferença. Devia me preocupar com isso, mas não consigo.

# 04

Porque quando o amor acaba, a gente só lembra dos momentos ruins se quiser, pois tudo que causa dor, fica guardado em um canto não sei onde da memória, onde a gente finge que esquece enquanto ele espera que a gente se lembre. Lembranças boas não são domesticáveis.

Natal 2011

19 de dez de 2011
Natal, época linda. Ano passado falei da hipocrisia familiar nessa época. Onde as famílias se juntam para comer e beber – filar a boia mesmo – e depois falar mal uns dos outros. Esse ano vou restringir ao pseudo-espírito natalino.
As pessoas passam o ano inteiro ignorando seus semelhantes e no final do ano querem o selo “eu ajudo quem precisa” pra colorem nos seus carros e mostrarem que eles não são tão ruins quanto parecem, não digo apenas de pessoas que realmente tem condição de ajudar quem precisa, mas de quem não tem e quer o mesmo status em dezembro, acha que tá reservando banco no paraíso.
Dezembro é o mês da merda. Você tem natal, ano novo, retrospectiva, Roberto Carlos no show da virada, a virada na paulista e toda essa torração de saco. A cidade já é uma delícia e ainda arrumam motivo para deixa-la melhor.  Além de tudo isso, ainda é verão, então, choveu fodeu.
Voltando ao assunto o pseudo-espírito é uma espécie de  apelo religioso. É a suplica do inconsciente de que você deve ajudar porque nesse período Jesus precisou de ajuda, nem sei de onde tirei esse paralelo, mas deve ser por isso. Não é errado ajudar, vou repetir, não é errado ajudar, errado é querer fazer isso apenas no natal porque é uma época mágica. Quem precisa de ajuda, só precisa de ajuda e não de magia. Quer magia? Vai pra Hogwarts.
Antes de terminar só mais um recado. Se você só ajuda no natal pra receber o selo “sou foda” e ajudo necessitados, pelo amor do divino, não pare de fazer isso, mesmo sabendo que as pessoas precisam de ajuda o ano inteiro.

# 03

17 de dez de 2011
Às vinte horas  ela estava aqui, calada, pensativa, não sabia por onde começar, o idiota ia além e começava a planejar fazer panquecas. A primeira como sempre foi um fiasco, não rodou na frigideira e caiu no chão.  Não há muito do que se falar, apesar de tudo eles sorriam.

All Star branco

16 de dez de 2011
Ela era a pessoa mais linda do mundo, e eu era completamente apaixonado pela foto em que o cabelo dela parecia um miojo. E sonhava em viver embaraçado neles. Definitivamente deitar e rolar no mundo com a dona deles. A gente vivia se falando, fazendo juras e dizendo amores. Vivíamos abraçados e do resto nada importava, ela era a pessoa perfeita. [...] O sorriso dela era lindo e enorme, podia fazer qualquer pessoa que estivesse triste sorrir, porque era cativante e eu por um instante estive dentro deles. E vivia falando isso pra ela, provocando na verdade, que eu queria mesmo era estar não do lado de fora do sorriso, mas sim do lado de dentro. Sem falar nos olhos, aqueles olhos viviam me pregando peças e até hoje eu não decidi de que cor eles eram.

# 02

14 de dez de 2011
Pois bem amigos, eu sou um vírus. Um risco a está estabilidade, a está acomodação, sou primogênito, nascido de revoluções e períodos históricos conturbados e isso me torna perigoso. Eu sou um pouco de cada um de vocês.

# 01

13 de dez de 2011
[...] nunca estaremos felizes enquanto nos restar assuntos mal resolvidos e opções de manter-se na dúvida. Somos acima de tudo o que buscamos. Sair disso é perturbar a ordem vigente.

Salas

12 de dez de 2011
Somos as pessoas que conhecemos, que falamos, que andamos, somos eu, somos você, somos nós, somos os caminhos, os olhares, os carinhos, os desastres, somos uma sala num mundo de salas, onde cada sala é algo que você viveu, sentiu, chorou, sofreu, é alguém que você conheceu, ajudou, enlouqueceu, amou, é aquilo que você aprendeu e ensinou, é aquilo que você deixou-se levar e aquilo que você escolheu. Somos eu, você, nós. Somos Um. Somos todos. Somos um pouco de tudo aquilo que já vivemos... Somos todos amigos de si e de todos.

Navegador

11 de dez de 2011
Sou um navegador,
não obstante um poeta e
e que agora está perdido
por no passado ter tido pressa.

Não há mar ou dor
que me faça parar
e quanto maior a tempestade
mais é a vontade de enfrentar.

No comando do leme
tomo as decisões
de proa a popa
armado de arpões.

A boca breve

10 de dez de 2011
Lábios esses seus tão meus que me sufocam, me tiram o ar e me predem entre mordidas. Carnudos, repletos de desejos. Escorregando pelo meu corpo, abafando súplicas, trancando suspiros, libertando gemidos. Quentes e ligeiros me domam, buscando pontos fracos meus, que nem tinha conhecimento.

Imparcial

9 de dez de 2011
Eis me aqui a admirar-te,
debilito-me a observar-te.
De súbito, figuro-me,
transformo-me em partes.

Flagelo-me por não tocar-te.
Desejo-lhe sem poder possuí-la,
iro-me a imparcialidade
de não poder despi-la.

A tocar-te nua em pelo
tanto é o zelo
que desfaço-me
como devaneio.

E esconder-me-ei em ti.
Sem temer ao agir
de pequenos versos declarar-te
e um gemido seu arrancar-te.

Poker não?

5 de dez de 2011
Você é aquela mão de poker, aquela que você não tem absolutamente nada e espera que a sorte vire o jogo. Você espera que as cartas da mesa e, pode ser, na mesa da cozinha, na pia do banheiro, no tapete da sala, na cama, na escada ou que o banco do carro, ou qualquer um desses, ou outros lugares mudem a sua sorte. Você sabe que não vale a pena, mas vai arriscar, vai querer se aventurar porque não se perde uma mão assim sem arriscar um blefe, você não pode simplesmente fugir da raia.
Você aposta e o flop é posto. O jogo vira, turn, o suspiro sopra, o suor escorre, river, a garganta seca, os muscúlos se contraem, all-in, os gemidos se sufocam e foi a melhor partida da sua vida.

Ps. Flop, turn, river e all-in são movimentos do jogo. 

Ideia não amadurecida

2 de dez de 2011
Você é uma ideia não amadurecida.
O fruto de um desejo proibido.
É coração livre como percevejo.
A forma perfeita de atacar meu libido.

A carne fica enfraquecida
diante de tanta ousadia.
Como música usando melodia
a sua voz sussurrando vem me dar bom dia.

E passsa à alma a tortura carnal,
o desejo corroendo por dentro,
fazendo dos seus contornos
a arma mais letal.

Frustrando todos os sentidos
a essa altura já não sei se faz bem
                    [... ou se faz mal.
O que na verdade não importa,
desde que entre no meu quarto
                    [...e ouse celar a porta.

Aumento da Indiferença

Olha o aumento!
60%
Medíocres imundos.
Deixam a população na miséria,
passando fome.
Sem ter a quem recorrer,
agora vamos inverter,
vocês ficam com o mínimo
esse valor tão extraordinário
que vocês dizem se chamar: Salário.
Seus políticos safados
andando de carro importado
com o ar-condicionado ligado.
Nós, pobres iscas marinhas
andando enlatados
em um transporte público
que vive lotado.
Abarrotado. Sufocante.
Irreal. Abandonado. Banal.
Ficamos de lado.
 
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